Mercado duvida de reforma ampla da Previdência na gestão de Temer

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Investidores e analistas do mercado financeiro passaram a descartar a aprovação de uma reforma da Previdência robusta pelo governo Michel Temer e agora projetam alterações profundas nas regras de aposentadorias apenas a partir de 2019, com um novo presidente.

Para gestores de fundos de investimentos e economistas, o enfraquecimento de Temer com a delação da JBS e a imprevisibilidade da crise política fizeram desmoronar o poder de que o governo precisaria para aprovar uma pauta considerada impopular.

Na avaliação do mercado, Temer só terá força para aprovar uma versão leve da reforma, que estabeleça, por exemplo, uma idade mínima de aposentadoria.

Mudanças nas regras da previdência rural, de pensões e de benefícios assistenciais precisariam ser enviadas ao Congresso pelo próximo governo, eleito em 2018.

“Provavelmente, a reforma previdenciária não vai ser possível na dimensão necessária, mas quero crer que algo vai ser possível. Não vai ser agora que será feito direito, mas tem que ser feito”, disse Roberto Setubal, presidente do conselho do Itaú Unibanco, em evento da XP Investimentos no fim de semana.

“A gente não escapa disso com qualquer um que ganhar no ano que vem, porque o Brasil é ingovernável com um teto de gastos se a reforma da Previdência não for feita”, afirmou Luis Stuhlberger, gestor do fundo Verde, no mesmo evento.

“Vai sair de qualquer jeito. A discussão vai ser qual o modelo da reforma, e não se vai ou não ter reforma.”

Trata-se de uma revisão das expectativas do mercado diante da crise política, uma vez que o governo Temer era visto como uma gestão com apoio parlamentar suficiente para fazer avançar reformas impopulares e recuperar o equilíbrio fiscal, antes das pressões eleitorais de 2018.

A instabilidade provocada pelas revelações da JBS e a incerteza quanto a uma possível sucessão de Temer, entretanto, fizeram com que analistas adotassem posições mais cautelosas em relação à economia e à pauta política.

A aposta do mercado, por ora, é a manutenção de Temer no poder com a perspectiva de aprovação da reforma trabalhista no Senado e da articulação de mudanças mais leves na Previdência. O próprio governo já trabalha com essa hipótese e negocia mudanças no projeto com parlamentares aliados.

Setubal afirma serem importantes a manutenção da atual equipe econômica e a eleição, em 2018, de um candidato alinhado com a pauta das reformas. “Elegendo a pessoa certa, a gente pode virar essa página da Lava Jato e desses problemas todos.”

Fonte: Folha de S. Paulo

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