Centrais sindicais ameaçam greve geral

O protesto é contra as propostas de mudanças na legislação trabalhista e na Previdência pretendidas por Temer

As seis maiores centrais sindicais do País divulgaram documento em que rejeitam as propostas de mudanças na legislação trabalhista e na Previdência pretendidas pelo presidente interino, Michel Temer.

Representantes das centrais sindicais disseram que almoçam hoje com o ministro do Trabalho e Previdência Social, Ronaldo Nogueira, em Brasília, para tratar das mudanças na legislação.

O documento foi elaborado durante a Assembleia Nacional do Trabalhadores pelo Emprego e Garantia dos Direitos, ontem, em São Paulo, em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Participaram a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).

O presidente da UGT, Ricardo Patah, disse que a greve é uma possibilidade crescente. “Mas faremos o máximo para não chegar a esse ponto”, observou.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, contou que no dia 16 de agosto haverá manifestação dos trabalhadores em frente às sedes das federações das indústrias de cada estado.

Para o presidente em exercício da CTB, Nivaldo Santana, a proposta do governo federal é “um pacote de maldades”. Ele contou que será permanente o fórum das centrais sindicais para definir ações e mobilizações.

“Se a pauta contra o trabalhador avançar, a greve geral entra na ordem do dia. Ela já está sendo considerada por nós”, revelou.

A vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Adriane Bramante, ponderou que os dois lados têm de ceder para viabilizar os interesses da sociedade brasileira.

“As propostas dos trabalhadores são interessantes e factíveis. Mas não substituem a necessidade de reforma da Previdência”, afirmou.

Adriane defendeu um período de transição para proteger quem está no mercado de trabalho e já contribui para a Previdência.

“O governo tem de cuidar do direito adquirido e fazer as mudanças para quem ainda vai entrar no mercado. Há empresas devendo bilhões à Previdência, por que não começa a mudança do sistema por aí?”, questionou.

Fonte: Tribuna do Espírito Santo

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